Segundo o El País o comportamento de Chávez reforça o sentimento coletivo na América Latina de que o Brasil se tornará uma grande potência.
“Se Hugo Chávez não existisse, o presidente brasileiro Lula da Silva teria de inventá-lo”, diz o texto. De acordo com o colunista, essa discrepância entre as imagens dos dois líderes ajuda a criar a conjuntura ideal para que o Brasil “capitalize” o sentimento coletivo na região, que “não se mostrava com tanta força desde os mil Vietnãs de Che”.
A Constituição da Unasul (União das Nações Sul-americanas) seria a convocação de Lula para a união do mundo sul-americano e reforçaria ainda mais a imagem do Brasil na região.
O artigo destaca também episódios da política internacional que ajudam a estabelecer essa imagem positiva do Brasil como grande potência.
A crise gerada pela política exterior americana com questões relacionadas ao Irã, Afeganistão e Iraque teria afastado Washington da América Latina, que, enquanto isso, elegeu um número crescente de governos contrários ao neoliberalismo.
Combinadas as conjunturas regional e internacional favorecem a ascensão do sentimento público acerca do potencial brasileiro e reforçam o convencimento nacional de que o país está destinado a ser uma grande potência.
Essa conjunção astral da geopolítica mundial e regional tem as características do Brasil e favorecem o Presidente Lula, conclui o texto.
Mas, na nossa opinião, o que está impulsionando o Brasil, sem dúvida, é o Agronegócio.
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