Por que não estamos mobilizados…
Com um governo de esquerda no poder, os ditos movimentos sociais perderam os argumentos tradicionais de combate ao modelo capitalista, haja visto que não não só concordam com o atual governo como recebem generosa “ajuda de custo”. Além disso, essa gente tem pregado o velho e ineficiente modelo soviético de produção, (aplicado com “sucesso” em Cuba, Vietnã e Córeia do Norte) e reinventado as velhas profecias da derrocada do capitalismo. Para o desespero dessa gente o nosso “velho e injusto” sistema parece mais revigorado ainda, inclusive aponta o caminho certo ao Brasil em direção a uma sociedade mais rica com mais dinheiro para todo mundo.
Um movimento social de esquerda se auto-alimenta do rancor, do despeito e de velhas mentiras medievais. Capitaneados por milenarista, arautos do admirável mundo novo, apontaram hoje seus velhos canhões stanilistas para o setor mais dinâmico da economia nacional: o Agronegócio. Aproveitando-se do medo público com a alta dos preços dos alimentos, a Via Campesina iniciou hoje em 13 Estados, protestos urbanos e rurais contra os trabalhadores nacionais. Ocuparam sedes de indústrias e canteiros de obras, bloquearam o caminho dos cidadãos em rodovias e apossaram de propriedades rurais. A própria organização admite que o objetivo é modificar o bem sucedido modelo agrícola do País.
A Via Campesina afirma em comunicado que é contra a política agrícola do governo responsável pelo avanço das exportações, assim como os projetos de reflorestamento e de produção de etanol. Representada no País por diversas entidades, entre elas o Movimento dos Sem-Terra (MST) - contou com o apoio da Assembléia Popular, uma reunião de organizações populares urbanas, articulada pela Igreja Católica Romana. Ou seja, essa palhaçada toda esta alinhada ao grande capital internacional, a ONU e a inconfessáveis governos estrangeiros contra a gente trabalhadora desse país que está produzindo safras recordes de alimentos.
Além de São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul, as ações da Via Campesina atingiram Minas Gerais, Rondônia, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Santa Catarina, Alagoas, Paraná, Tocantins e Paraíba. Em Rondônia eles violaram o direito constitucional dos cidadãos de ir e vir durante horas, ao impedir o tráfego na BR-364, a 20 quilômetros de Porto Velho. No Tocantins, bloquearam a estrada de ferro da Vale do Rio Doce, na altura de Darcinópolis, causando prejuízo ao Brasil.
A Via Campesina vai divulgar hoje em Brasília um documento para mudar a política agrícola. Espera-se que neste documento não haja sugestões da FARC Colômbiana.
Vale lembrar que as pessoas comprometidas com esse país e a produção de alimentos apresentou no Planalto o Programa Mais Alimentos, que se destina a “se contrapor à crise alimentar mundial e à alta excessiva dos preços das commodities agrícolas”.
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